domingo, 13 de novembro de 2011

Justiça: mais 2800 policiais federais atuarão nas fronteiras

Cardozo: combate intenso nas fronteiras. (Foto Antônio Cruz - ABr)

Estados terão acesso a R$ 37 milhões para fortalecer a segurança em áreas de fronteira, informou o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça).


Estados contemplados (11) assinaram o termo de adesão ao Plano Estratégico de Fronteiras, que possibilitará o acesso aos recursos.
De acordo com o ministro da justiça, José Eduardo Cardozo, o Plano Estratégico seguirá um cronograma até 2014, em que serão implementadas medidas uniformes e integradas contra os tráficos de drogas e de armas vindos de países vizinhos.
Deverão ser contratados, em 2012, 1.500 policiais rodoviários federais e 1.300 policiais federais, encaminhados para as áreas de fronteira, para colocar o plano em prática.
Todos os estados envolvidos no plano já apresentaram seus respectivos projetos, em fase de análise na Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), órgão que articula a adoção das políticas junto aos órgãos de segurança pública dos estados.
“Uma séria de medidas estruturantes serão tomadas em 2012 e 2013, mas o que já foi implementado de junho para cá é de um êxito impressionante. Conseguimos integrar as forças federais que se destinam ao controle de fronteiras; coisa que, no passado, nem sempre foi possível fazer”, disse José Eduardo Cardozo.
O Plano é uma ação entre os ministérios da Justiça e da Defesa, e terá o apoio logístico das Forças Armadas; coordenados pelo vice-presidente Michel Temer.
Participam do Plano os seguintes Estados: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
(Sandro Santos e Apolos Neto – Portal do PT)


sábado, 12 de novembro de 2011

Em nove meses, acesso a medicamentos cresce 138 vezes em Roraima


Número de pessoas com diabetes e hipertensão beneficiadas passou de 23 pessoas em janeiro para 3,1 mil em outubro
A ação “Saúde Não Tem Preço” – lançada este ano pelo governo federal – está beneficiando cada vez mais brasileiros e ampliando o acesso ao tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). Em Roraima, a iniciativa do Ministério da Saúde, que oferece gratuitamente 11 medicamentos para hipertensão e diabetes, aumentou em quase 140 vezes o acesso ao tratamento dessas doenças nas 24 farmácias e drogarias credenciadas. Em janeiro, 23 pacientes de hipertensão e diabetes foram atendidos pelo programa, enquanto que, em outubro, o número saltou para 3.184.
Em todo o país, a quantidade de beneficiados aumentou 251% no mesmo período. O total mensal de brasileiros assistidos pelo Saúde Não Tem Preço passou de 853.181, em janeiro, para quase 3 milhões em outubro. Em todo o período, 6,5 milhões de pessoas foram beneficiadas. Destas, 7.465, em Roraima.
O programa Saúde Não Tem Preço fornece medicamentos gratuitos para diabetes e hipertensão, desde fevereiro. Antes, nas drogarias credenciadas ao Aqui Tem Farmácia Popular, os produtos eram oferecidos com até 90% de desconto.
Em Roraima, a quantidade mensal de pessoas com diabetes beneficiadas pelo programa aumentou quase 180 vezes, pulando de sete, em janeiro, para 1.237, em outubro. No caso da hipertensão, o número aumentou em mais de 140 vezes no mesmo período, passando de 18 para 2.547 beneficiados. “Os números mostram que o brasileiro está mais e melhor assistido para o tratamento dessas doenças diretamente relacionadas aos novos hábitos de vida da população, que são a diabetes e a hipertensão”, observa o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A hipertensão arterial é diagnosticada em 23,3% da população adulta brasileira (maiores de 18 anos), de acordo com pesquisa da Vigilância de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2010, que considera o diagnóstico médico referido pelo entrevistado. Em Boa Vista, o percentual de hipertensos é de 18,8% da população adulta, abrangendo 14,6% dos homens e 22,9% das mulheres. Ainda pelo Vigitel, o diagnóstico de diabetes foi feito em 6,3% da população adulta, sendo maior em mulheres 7% do quem em homens, 5,4%. Especificamente em Boa Vista, 3,9% da população têm diabetes  3,5% do sexo masculino e 4,2% do sexo feminino.
Os medicamentos são oferecidos nas mais de 20 mil farmácias e drogarias da rede privada credenciadas ao Aqui Tem Farmácia Popular.
ORIENTAÇÕES AOS USUÁRIOS Para obter os produtos disponíveis no Saúde não Tem Preço, o usuário precisa apresentar CPF, documento com foto e receita médica, que é exigida pelo programa como uma forma de se evitar a automedicação, incentivando o uso racional de medicamentos e a promoção da saúde.
Eventuais dúvidas podem ser esclarecidas e comunicadas ao Ministério da Saúde – pelos estabelecimentos credenciados ou pelos usuários do programa – por meio da Ouvidoria do SUS, no telefone 136, como também pelo e-mail analise.fpopular@saude.gov.br.
Os medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes são identificados pelo princípio ativo, que é a substância que compõe o medicamento. Os itens disponíveis são informados pelas unidades do programa, onde os usuários podem ser orientados pelo profissional farmacêutico. É ele que deverá informar, ao usuário, o princípio ativo que identifica o nome comercial do medicamento (de marca, genérico ou similar) prescrito pelo médico.

Ipea: Desigualdade de renda cai 22,8% em 30 anos, em especial no Nordeste e Centro-Oeste


A queda da desigualdade foi registrada por meio do índice ou coeficiente de Gini, que caiu de 0,31 (em 1980) para 0,24 (em 2010).


A desigualdade na distribuição de renda entre os municípios do país diminuiu 22,8% nos últimos 30 anos, de acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira (10), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Veja o resultado completo da pesquisa no link.
A desigualdade no rendimento domiciliar per capita nos municípios brasileiros caiu mais nas regiões Nordeste (-39,3%), Centro-Oeste (-37,5%), Sul (-29,6%) e Sudeste (-26,3%). A menor redução, de 14,9%, ocorreu na Região Norte.
A queda da desigualdade foi registrada por meio do índice ou coeficiente de Gini, que caiu de 0,31 (em 1980) para 0,24 (em 2010). Quanto mais baixo o índice, melhor a distribuição de renda. O levantamento foi feito com base nos dados dos censos demográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Estados e regiões
O estado da Paraíba teve o melhor desempenho na redução da desigualdade no rendimento domiciliar, com queda de 47,9% no índice de Gini, e foi acompanhado por melhoras em quase todas as unidades da Federação, exceto Amapá e de Roraima – que tiveram as desigualdades aumentadas em 14,8% e 22,8%, respectivamente.
Entre as regiões, no entanto, a pesquisa revelou um aumento da desigualdade na distribuição de renda. Em 1980, a maior diferença era de 14,7% entre as regiões de maior índice (0,23 no Sudeste) e de menor índice (0,19 no Centro-Oeste). Em 2010, a diferença cresceu para 53,8% entre o maior índice (0,18 no Norte) e o menor (0,12 no Centro-Oeste).

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Saúde incentiva serviço que investiga causa de morte


Ministério da Saúde está fomentando a implantação do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) em estados e municípios; serviço é utilizado para a identificação de causas de morte naturais.
O Ministério da Saúde está incentivando estados e municípios a implantar o Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), utilizado para a identificação das causas de mortes naturais. Atualmente, funcionam no país 21 unidades do SVO, que integram a Rede nacional de Serviços de Verificação de Óbito. A rede foi  instituída em 2006 e funciona integrada ao Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica, do Ministério da Saúde

“O SVO é fundamental para que possamos intervir com políticas públicas eficientes para cuidar da saúde da população”, ressalta o coordenador nacional de Informação e Análise Epidemiológica, do Ministério da Saúde, Juan Escalante. “Conhecendo as causas de morte, podemos definir melhores políticas de saúde, implantar medidas oportunas de vigilância às doenças, promover diagnósticos e acompanhamento de surtos ou casos isolados de doenças, além de melhorar o sistema de informação de mortalidade do SUS.”

O Ministério da Saúde financia o custeio dos serviços com o repasse, anual, de R$ 300 mil a 420 mil, dependendo do porte do serviço. O registro de vítimas de morte natural - com ou sem assistência médica – devem ser encaminhadas para o SVO pelas unidades de saúde ou pela polícia. “Em estados onde não há ainda SVO, os cidadãos devem se lembrar de que todos os médicos têm a obrigação de emitir a declaração de óbito, mesmo se não tiverem certeza de qual foi a causa”, alerta o coordenador de Informação e Análise Epidemiológica. Apenas nos casos de morte por causas externas, como acidente ou violência, o Instituto Médico Legal (IML) é responsável por emitir a declaração de óbito.
ADESÃO -  Os estados que ainda não têm SVO implantados são Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Paraná, Pará e o Distrito Federal.Para fazer a adesão, o gestor estadual ou municipal deve seguir as orientações da portaria da portaria 1405, que instituiu a Rede SVO. O primeiro passo é criar o serviço no município, por meio de lei e, em seguida, encaminhar um termo de adesão para a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, conforme as instruções que constam da portaria.
Este mês, mais quatro municípios paulistas (Américo Brasiliense, Botucatu, Mococa e Presidente Prudente) fizeram adesão à Rede SVO e passaram a receber cada o benefício mensal de R$ 30 mil mensais (R$ 60 mil no primeiro mês) para a instalação e manutenção do SVO. Os recursos do Ministério da Saúde destinam-se a compra de material e equipamentos. A contratação dos profissionais é feita por estados e municípios. 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Ângela Portela: educação é saída para violência no trânsito


Em pronunciamento em Plenário nesta quarta-feira (09/11), a senadora Angela Portela (PT-RR) fez um alerta sobre o aumento do número de mortes no trânsito no país na última década. A senadora usou dados do estudo do Ministério da Saúde, divulgados na sexta-feira (04/11), que apontam um crescimento de quase 25% nos acidentes fatais entre 2002 e 2010. Para a senadora, os números revelam que, apesar das medidas adotadas nos últimos anos para tornar o trânsito menos violento, o país estaria "perdendo a guerra".

O estudo do Ministério da Saúde citado pela senadora apontou que o Brasil é responsável, sozinho, por 4% das mortes de transito do mundo inteiro. A situação seria ainda mais grave na região Norte, que registrou o maior percentual de aumento na quantidade de óbitos (53%), seguida do Nordeste (48%).

O maior problema, apontou Angela Portela, está entre os motociclistas. Em nove anos, o número de acidentes envolvendo motos praticamente triplicou, passando de 3.744 em 2002 para 10.134 no ano passado. Além disso, 25% do total de acidentes fatais registrados no país envolvem motocicletas. Em Roraima, estado da senadora, que tem a menor população e a menor frota de automóveis, a situação seria ainda mais grave. Devido à baixa renda da população, a motocicleta é o veiculo mais usado. E das 147 mortes ocorridas em 2010, quase a metade (57) foram em duas rodas.

Angela Portela disse, no entanto, que não se pode culpar apenas a imprudência e o álcool como responsáveis pelos altos índices de acidentes no país. O aumento do poder aquisitivo da população, que permitiu o surgimento de milhares de novos carros e motoristas nas ruas, a péssima condição das estradas e a falta de educação para o trânsito também ajudam a provocar todas essas mortes.

“Na raiz de tudo está a educação. Nosso povo está melhorando de vida, está tendo acesso a bens de consumo duráveis, mas não está recebendo educação à altura para fazer bom uso de todas essas facilidades. É preciso investir nas crianças, criá-las dentro de uma cultura de paz, reforçando o respeito à vida e à integridade física. Por outro lado, é preciso endurecer as leis, especialmente a Lei Seca, para que os infratores, os criminosos do volante, deixem de contar com a certeza da impunidade”, afirmou a senadora.

Esse cenário de violência, avaliou, se traduz em enorme prejuízo para o país. Empresas perdem funcionários, famílias perdem entes queridos. É grande a pressão sobre o Sistema Único de Saúde, com internações, lotações das emergências, fisioterapias, uma grande despesas para o sistema. Também é grande a pressão sobre a Previdência Social, que gasta cerca de R$ 8 bilhões por ano com pagamento de benefícios a vítimas de acidentes. Isso sem contar as aposentadorias por invalidez permanente.

“Quase 41 mil vidas foram perdidas no ano passado em situações que poderiam ser evitadas. Outras incontáveis vítimas do transito permanecem nos leitos dos hospitais. O Brasil jamais será um país desenvolvido enquanto suas ruas e estradas continuarem a ser palcos de uma guerra que mata, por ano, 41 mil pessoas”, alertou a senadora.

Em aparte, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) concordou que a educação é o melhor caminho para reduzir a violência no trânsito e parabenizou a colega de Roraima pelo alerta feito à sociedade.

Agência Senado

Programa Telessaúde beneficiará a população de Roraima


Serviço de teleconferência será implantado no estado, levando qualidade e rapidez nos atendimentos realizados no SUS. Ministério da Saúde vai investir R$ 750 mil em um ano.
O governo federal está ampliando as ações do projeto Telessaúde Brasil Redes para todo o país. O Ministério da Saúde investirá nos próximos 12 meses R$ 750 mil para a implantação do serviço em Roraima. O Telessaúde é um programa que oferece às equipes de Atenção Básica teleconsultoria à distância, utilizando tecnologias de informação e comunicação.
O programa permite que profissionais de saúde troquem informações sem sair dos postos de atendimento, por meio de videoconferências e internet. A ferramenta, que integra regiões mais distantes aos grandes centros de pesquisa e referência, permite ações como uma segunda opinião médica, além discussão de casos com equipe multiprofissional. Isso evita deslocamentos desnecessários do paciente, qualifica o diagnóstico e permite a educação permanente dos profissionais de saúde. 
“Na prática, a expansão do Telessaúde significa mais agilidade e menos tempo de espera. Às vezes, o paciente faz um eletrocardiograma num posto de saúde, mas não há um médico apto a realizar a leitura do mesmo. Com o programa nas UBS, este profissional terá em tempo real um diagnóstico do paciente para poder proceder rapidamente o encaminhamento adequado”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O serviço funciona articulado com as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e auxilia a população atendida no Sistema Único de Saúde (SUS) com diagnósticos ágeis e precisos. Atualmente, 1.471 serviços de saúde contam com o programa, que beneficia 947 municípios em 12 estados: Amazonas, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo,Tocantins, Mato Grosso do Sul e Acre.
Para se habilitar ao novo financiamento, os gestores locais de Roraima devem cadastrar as suas propostas até o dia 15 de novembro, com possibilidade de recebimento da verba ainda esse ano, ou entre o dia 15 e 30 de novembro, com recebimento apenas em 2012. Os projetos devem ser enviados pelo sitehttp://dab.saude.gov.br/. Os valores destinados ao estado foram definidos pelo Ministério da Saúde por meio da avaliação do número de habitantes na região e pela quantidade de Equipes de Saúde da Família. Em Roraima, 92 ESF atendem à população. 
EXPANSÃO -O ministro Alexandre Padilha lembra, ainda, que com a expansão do programa um número maior de brasileiros será beneficiado pelas facilidades do programa. “O nosso investimento representa um grande avanço na saúde do país e um significativo aumento na capacidade dos postos de saúde em atender a população”. Atualmente, o país conta com 43 mil Unidades Básica de Saúde. O Telessaúde Brasil Redes passou, em novembro, a integrar o Programa de Requalificação das Unidades Básicas de Saúde (UBS), lançado este ano pelo governo federal e que está ampliando e qualificando as UBS em todo o país, além da construção de novas unidades.
VANTAGENS –Nas localidades onde o Telessaúde Brasil já foi implantado, as teleconsultorias e as segundas opiniões formativas (discussão de casos clínicos com outros profissionais) evitaram o encaminhamento dos pacientes para atendimento em outro serviço de saúde em 70% a 80% dos casos. Isso tem um relevante impacto financeiro, além de ampliar o acesso e melhorar a resolubilidade da atenção à saúde prestada à população.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Ministro anuncia implantação de três academias da saúde em Roraima


Lançada em abril, a estratégia estimula a criação de espaços adequados para a prática de atividades físicas e lazer. Apenas 15% dos adultos são ativos no tempo livre
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou os municípios que serão contemplados pelo Programa Academia da Saúde, que estimulam a criação de espaços adequados para a prática de atividades físicas e lazer. Em todo o Brasil, foram selecionados 2 mil polos que serão instalados em 1.828 municípios. Para Roraima, serão destinadas três unidades, cada uma para os municípios de Alto Alegre, Amajari e Pacaraima. O anúncio foi realizado durante a 11ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi).De acordo com o estudo Vigitel 2010, 16,4% dos brasileiros são sedentários e apenas 15% dos adultos são ativos no tempo livre.
(Confira lista municípios beneficiados abaixo. Apresentação, em www.saude.gov.br)
“As Academias da Saúde são mais do que espaços públicos de lazer: trata-se de meios de acesso às práticas corporais pela maioria da população, com impacto direto na qualidade de vida e na saúde das pessoas”, ressalta o ministro. Padilha observa que a construção desses espaços é uma das estratégias do governo federal para a promoção da saúde, prevenção de enfermidades e redução de mortes prematuras por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) – medidas previstas no Plano de Ações Estratégicas para Enfretamento das DCNT. Lançado em agosto, tem como meta a redução de 2% ao ano das mortes prematuras por essas doenças. O objetivo é alcançar melhorias em indicadores relacionados ao tabagismo, álcool, sedentarismo, à alimentação inadequada e obesidade.
Os polos do Programa Academia da Saúde são espaços públicos construídos para a prática de atividade física. As atividades devem estar ligadas aos serviços de atenção básica. Lançada no último mês de abril, a estratégia Academia da Saúde estimula a criação de espaços adequados para a prática de atividades físicas e lazer, a exemplo de iniciativas bem sucedidas realizadas em cidades como Aracaju, Belo Horizonte, Curitiba, Recife e Vitória.  Os secretários de saúde destes municípios receberam, durante a Expoepi, uma homenagem do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
SEDENTARISMO E OBESIDADE– De acordo com o estudo Vigitel 2010, 16,4% dos brasileiros são sedentários; ou seja, pessoas que não fazem nenhuma atividade física no tempo livre, nem mesmo nos deslocamentos diários ou em atividades como a limpeza da casa ou outros tipos de trabalho. A pesquisa também mostra que, nos períodos de lazer, 25,8% dos brasileiros passam três ou mais horas em frente à TV, durante cinco ou mais vezes por semana. Além disso, apenas 15% dos adultos são ativos no tempo livre, com maior proporção entre homens (18,5%) na comparação com as mulheres (12%) e existe diferença importante em relação a escolaridade, 12% da população com menos escolaridade é ativa e 20% da população com 12 anos ou mais de escolaridade é ativa, mostrando a importância de investir em espaços que promovam atividade física para ampliar o acesso da população de baixa renda.  A Organização Mundial de Saúde recomenda a prática de 30 minutos de atividade física, durante cinco ou mais dias por semana.
Outro indicador preocupante se refere ao sobrepeso e à obesidade. O Vigitel 2010 mostra que 48% dos brasileiros estão acima do peso e, desses, 15% são obesos. “A obesidade é, em geral, consequência de alimentação inadequada e inatividade física, o que pode levar ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes, por exemplo”, alerta Deborah Malta.
SAÚDE BRASIL – Durante a Expoepi, como ocorre em todos os anos, são lançadas publicações relacionados ao segmento. Um dos destaques é a edição 2010 do Saúde Brasil –  uma análise geral da situação de saúde do brasileiro, desde o nascimento até a morte. A obra, produzida pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, apresenta indicadores demográficos e epidemiológicos e demonstra tendências que poderão subsidiar a definição de novas ações estratégicas e políticas públicas de saúde.
A EXPOSIÇÃO– A Expoepi é promovida pela SVS do Ministério da Saúde, com o objetivo de dar visibilidade às ações de Vigilância em Saúde e discutir aspectos relevantes para o aprimoramento da área. O encontro mobiliza trabalhadores do SUS de todas as regiões e estados. Este ano, está prevista a participação de 2,5 mil  profissionais de saúde da rede pública.
A participação ativa de representantes e trabalhadores do SUS no encontro reflete a incorporação crescente da epidemiologia no planejamento, na análise e na reorientação das ações de vigilância, prevenção e controle de doenças e agravos em saúde pública. Além disso, reafirma a valorização dos profissionais empenhados em monitorar e promover a saúde, prevenir doenças e agravos e melhorar a qualidade de vida da população brasileira.
Durante a Expoepi serão premiadas produções técnico-científicas de profissionais da rede pública que contribuíram para o aprimoramento das ações de Vigilância em Saúde por meio de trabalhos de pós-graduação. Os vencedores recebem prêmios de R$ 3 mil (especialização), R$ 6 mil (mestrado) e R$ 9 mil reais (doutorado). Ao todo serão premiados três trabalhos, um em cada categoria de pós-graduação, no valor total de R$ 18 mil.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Cai em 31,5% o número de casos de hanseníase


Estudo comprova que a detecção de novos casos reduziu em todas as regiões brasileiras nos últimos dez anos
Em dez anos, o número de casos de hanseníase no Brasil caiu 31,5%. De acordo com estudo Saúde Brasil 2010, do Ministério da Saúde, a média anual de detecção de novos casos é de 4%, no período de 2001 a 2010. O melhor percentual de redução ocorreu na Região Sudeste, com 45,5%, onde quase todos os estados alcançaram a meta de eliminação da hanseníase enquanto problema de saúde pública. O estudo comprovou ainda que82,3% dos casos detectados de hanseníase foram curados em 2010.
As conclusões fazem parte do Saúde Brasil 2010, que estão sendo apresentadas e discutidas durante a11ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi), que vai até a próxima quinta-feira (3), no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília (DF).  Todas as regiões do país apresentam redução de novos casos. No período de 2001 a 2010, a redução percentual na região Norte, foi de 42,1%; Centro-Oeste, 36,6%; Sul, 30,2%; e no Nordeste, 16,9%.
De acordo com o Saúde Brasil, a redução é justificada pela oferta de tratamento nas unidades públicas de saúde e, ainda, do esforço dos profissionais da rede básica e dos centros de referência. Outro fator que contribui para a diminuição do surgimento de novos casos é o crescimento econômico e as melhorias na área social ocorridos no Brasil nesta última década.
Em 2001, o coeficiente de detecção foi de 26,6, sendo que o maior pico foi verificado em 2003 com 29,4 por 100 mil habitantes, e dados de 2010, já mostram que o coeficiente geral de detecção está em 18,2 por 100 mil habitantes. “Estes dados vem apresentando queda, graças às políticas de saúde que o Brasil vem adotando. Ofortalecimento das ações de vigilância epidemiológica, a melhoria da assistência, a diminuição da pobreza, o aumento do diagnóstico, o apoio de programas como o Saúde da Família, além da qualidade da oferta de diagnóstico, reabilitação e tratamento poliquiomioterapico (PQT/OMS) e também a participação dos movimentos sociais ligados a hanseníase”, explica a coordenadora adjunta do Programa Nacional de Controle da Hanseníase  do Ministério da Saúde Magda Levantezi
ESTRATÉGIA- Em 2005, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu a estratégia global para 2006-2010, baseada na detecção precoce de casos e garantia de oferta de tratamento com poliquimioterapia (PQT), que consiste no tratamento da hanseníase composto por ingestão das drogas dapsona, clofazimina e rifampicina. Esta medida tem sido efetiva na diminuição dos casos da hanseníase em vários países, inclusive no Brasil.
O desafio agora para os próximos anos é eliminar ou, pelo menos, amenizar o estigma e a discriminação relacionados à doença. Dentro deste objetivo, o atendimento à população enfatiza a garantia da qualidade da assistência ao paciente, com foco na redução de pessoas acometidas pela doença.

Coeficiente de detecção de hanseníase por 100 mil habitantes por regiões geográficas e UF. Variação percentual anual média e variação percentual no período - 2001-2010. 

Em Roraima a variação foi de -64,3%