quarta-feira, 31 de agosto de 2011

IFRR divulga nota de esclarecimento sobre o novo campus da Zona Oeste



O reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima-IFRR, professor Edvaldo Silva, divulgou nesta terça-feira, 30, nota de esclarecimento sobre a construção do Campus da Zona Oeste, nova unidade do IFRR que será implantada em Boa Vista e que faz parte da terceira fase do plano de expansão da rede federal de educação profissional e tecnológica, anunciada no último dia 16 pela presidenta Dilma Rousseff.

Na nota de esclarecimento, além de informar a sociedade de Roraima sobre como se deu a conquista de novas unidades para o IFRR, desde a primeira fase do plano de expansão, ainda no Governo Lula, que destinou à Roraima os campi Novo Paraíso e Amajari, o reitor afirma ainda que, obedecendo exclusivamente aos critérios técnicos definidos pelo MEC, Roraima ficaria fora desta terceira fase de expansão.

Para assegurar que mais uma unidade da rede federal viesse para Roraima, Edvaldo Silva explica na nota de esclarecimento que, além do trabalho técnico feito pela equipe do IFRR, foi necessária também atuação política, em Brasília, para convencer o Ministério da Educação e que, para isso, contou exclusivamente com o apoio da senadora Ângela Portela (PT), que participou de várias reuniões com a Secretaria de Educação Tecnológica e com o secretário executivo do MEC, Henrique Paim. Abaixo, a íntegra da nota de esclarecimento do IFRR.

NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE A CONSTRUÇÃO DO CAMPUS ZONA OESTE

Tendo em vista o anúncio da fase III da Expansão da Rede Federal deEducação Profissional e Tecnológica, feito pela presidenta da República Dilma Houssef em audiência pública no último dia 16 de agosto, vimos a público esclarecer como tem ocorrido a participação do IFRR nessa expansão e especificamente, sobre a conquista de mais um campus a ser construído na zona oeste da cidade de Boa Vista.

Na fase I da expansão, em 2005, ainda no governo Lula, o IFRR foi contemplado com o Campus Novo Paraíso, localizado na região sul do estado, distante 250 quilômetros de Boa Vista. Em 2007, na fase II,o IFRR foi contemplado com o Campus Amajarí, na região oeste do estado, a 155 quilômetros de Boa Vista, cujo prédio está em construção com previsão de conclusão para o próximo mês de dezembro.

Agora, na fase III, mais uma vez o IFRR foi contemplado com um Campus, que será construído na zona oeste de Boa Vista em 2012. Esse Campus, cujo investimento inicial é de dez milhões de reais para construção e equipamento, assim como os anteriores, representa uma grande conquista para a população do nosso estado. Depois de pronto, terá um quadro de pessoal com 60 professores e 45 técnicos administrativos. Será equipado com 12 salas de aula, laboratórios técnicos e estrutura administrativa, com capacidade para 1.200 alunos, oferta de cursos técnicos e superiores, além de atividades de formação inicial e continuada, extensão, pesquisa e inovação tecnológica.

A gestão do IFRR sempre esteve atenta às possibilidades de sua expansão e a tantas outras questões de interesse institucional, adotando como procedimento a identificação das oportunidades e a luta pela concretização das mesmas junto ao MEC, em especial à Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica – SETEC e, quando necessário, buscando na instância política o apoio devido. Foi assim na fase I da expansão, quando documentos técnicos foram encaminhados ao MEC/SETEC; foi realizada audiência pública na Vila Novo Paraíso e visitas aos municípios de São Luiz do Anauá, São João da Baliza e Rorainópolis; além de negociações com o Governo do Estado, a Prefeitura de Caracaraí e com o INCRA – instituição que fez a doação do terreno para o Campus Novo Paraíso. Na fase II, o IFRR realizou audiências públicas nas Vilas Três Corações, Trairão e na sede do município de Amajarí – Vila Brasil; negociou com a Prefeitura de Amajarí, que aderiu à chamada pública do MEC/SETEC para a definição dos municípios a serem contemplados e com o Governo do Estado, que junto com a Prefeitura de Amajarí fez a doação do terreno, pagou o serviço de terraplenagem e fez a extensão da rede elétrica da sede do município para o local da construção do Campus. Nessa fase III da expansão, além das articulações de praxe, o IFRR também encaminhou documento técnico ao MEC/SETEC justificando a necessidade do Campus Zona Oeste de Boa Vista.

Em todas as fases da expansão, o Governo Federal priorizou a adoção de critérios técnicos para a distribuição das unidades e nessa fase III, dentre todos os critérios apresentados (território da cidadania, meso regiões, cidades pólos, municípios com extrema pobreza, indicadores sócio econômicos do IBGE, dentre outros), verificou-se que uma grande quantidade de outros municípios brasileiros supera os índices de Boa Vista apresentados na proposta do IFRR.

Então, consciente de que o IFRR corria um sério risco de não ser contemplado, o reitor buscou o apoio político e, acompanhado da senadora Ângela Portela, esteve em Brasília por duas vezes em audiência com o Secretário da SETEC professor Eliezer Pacheco, reivindicando a participação do IFRR nessa fase da expansão. Naquelas ocasiões, a senadora foi bastante incisiva e enfática quanto à necessidade de mais um Campus para Boa Vista, conforme nossa exposição de motivos. Além dessas audiências, outras articulações políticas visando garantir a participação do IFRR foram feitas pela senadora Ângela Portela, inclusive junto ao secretário executivo do MEC, Henrique Paim. Como resultado dessas articulações, hoje podemos comemorar a inclusão do IFRR na fase III da expansão da Rede Federal com o Campus Zona Oeste da Cidade de Boa Vista.

Assim, esta nota ao mesmo tempo em que repudia e rechaça o oportunismo político, cumpre com a finalidade de esclarecer a verdade sobre a criação do Campus Zona Oeste, além de reclamar publicamente o respeito, o reconhecimento e os merecidos créditos pelas conquistas do IFRR para quem realmente faz por merecer. Nessa perspectiva, cumpre-se o dever de reconhecer que o mérito pela inclusão do IFRR na fase III da expansão da Rede Federal com a conquista de mais um Campus pode ser merecidamente estendido a três atores distintos, a saber: a) à gestão do IFRR e toda a equipe técnica que trabalhou nesse projeto; b) à senadora Ângela Portela, parlamentar que sempre esteve efetivamente empenhada junto com a equipe do IFRR na busca dessa conquista e de outras ações de interesse institucional; c) à própria equipe do MEC/SETEC que teve a sensibilidade de perceber a grandeza do significado e da importância desse Campus para o contexto social, econômico e educacional de nosso estado.

EDVALDO PEREIRA DA SILVA
Reitor do IFRR

Assessoria de Imprensa

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