quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Em um ano, acesso a medicamento aumenta 188 vezes


Número de pessoas com diabetes e hipertensão beneficiadas pelo Saúde Não Tem Preço saltou de 23 em janeiro de 2011 para 4,3 mil em janeiro de 2012
Em um ano de funcionamento da iniciativa Saúde Não Tem Preço – lançada em fevereiro de 2011 pelo governo federal – aumentou 188 vezes o número de beneficiados em Roraima com medicamentos gratuitos para o tratamento de diabetes e hipertensão. No estado, o programa do Ministério da Saúde aumentou 18.743% o número de pacientes  beneficiados de janeiro de 2011 a janeiro de 2012, maior crescimento do país. O total mensal de pessoas que retiraram esses produtos nas 24 farmácias e drogarias credenciadas passou de 23, em janeiro de 2011, para 4.334, em janeiro de 2012.
Em todo o país, a quantidade de beneficiados aumentou 280% no mesmo período. O total mensal de brasileiros assistidos pelo Saúde Não Tem Preço passou de 853.181, em janeiro de 2011, para 3,6 milhões em janeiro de 2012, incluindo atendimento nas farmácias credenciadas e narede própria do governo. Em todo o período, 7,8 milhões de pessoas foram beneficiadas. Deste total, 124.548 em Roraima.
O programa Saúde Não Tem Preço fornece medicamentos gratuitos para diabetes e hipertensão, desde fevereiro. Antes, nas drogarias credenciadas ao Aqui Tem Farmácia Popular, os produtos eram oferecidos com até 90% de desconto.
Em Roraima, a quantidade mensal de diabéticos beneficiados pelo programa cresceu 19.900% – pulou de sete, em janeiro de 2011, para 1.400, em janeiro deste ano. No caso da hipertensão, o número aumentou 20.322% no mesmo período – passou de 18 para  3.676 beneficiados. “Estamos satisfeitos com os resultados obtidos. Em apenas um ano, foi possível triplicar no Brasil o número de pessoas com acesso ao tratamento de duas doenças que atingem uma parcela grande da população brasileira”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A hipertensão arterial é diagnosticada em 23,3% da população adulta brasileira (maiores de 18 anos), de acordo com pesquisa da Vigilância de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2010, que considera o diagnóstico médico referido pelo entrevistado. Em Boa Vista, o percentual de hipertensos é de 18,8% da população adulta, abrangendo 14,6% dos homens e 22,9% das mulheres. Ainda pelo Vigitel, o diagnóstico de diabetes foi feito em 6,3% da população adulta, sendo maior em mulheres 7% do quem em homens, 5,4%. Especificamente em Boa Vista, 3,9% da população têm diabetes – 3,5% do sexo masculino e 4,2% do sexo feminino.


Os medicamentos são oferecidos nas mais de 20 mil farmácias e drogarias da rede privada credenciadas ao Aqui Tem Farmácia Popular.


ORIENTAÇÕES AOS USUÁRIOS –Para obter os produtos disponíveis no Saúde não Tem Preço, o usuário precisa apresentar CPF, documento com foto e receita médica, que é exigida pelo programa como uma forma de se evitar a automedicação, incentivando o uso racional de medicamentos e a promoção da saúde.

Eventuais dúvidas podem ser esclarecidas e comunicadas ao Ministério da Saúde – pelos estabelecimentos credenciados ou pelos usuários do programa – por meio do Disque-Saúde (136) como também pelo e-mail analise.fpopular@saude.gov.br .

Os medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes são identificados pelo princípio ativo ou nome genérico, que é a substância que compõem o medicamento. Os itens disponíveis são informados pelas unidades do programa, onde os usuários podem ser orientados pelo profissional farmacêutico. É ele que deverá informar, ao usuário, o princípio ativo que identifica o nome comercial do medicamento (de marca, genérico ou similar) prescrito pelo médico.

Por Bárbara Semerene, Priscila Costa e Silva e Valéria Amaral, da Agência Saúde

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