terça-feira, 19 de junho de 2012

Apoio de senadora é fundamental para agilizar a obra da Hidrelétrica em Roraima, afirma Tolmasquim


Senadora Ângela Portela reunida em seu gabinete com o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim

Ao visitar a senadora Ângela Portela em seu gabinete no Senado Federal, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, fez questão de destacar que seu papel é fundamental para assegurar o início da obra. Conforme explicou, todos os estudos técnicos já foram feitos e Bem-Querer é uma opção de grande viabilidade, mas o envolvimento das lideranças políticas e da sociedade roraimense fará toda a diferença para garantir a segurança que o governo brasileiro precisa ao iniciar um projeto com estas dimensões.

Com a construção de hidrelétricas nos rios Madeira (Rondônia), Xingu (Pará), e Teles Pires (Mato Grosso), as opções para aproveitamento do potencial hídrico na Região Amazônica estão esgotando, principalmente porque os rios mais adequados estão localizados ou percorrem terras indígenas e unidades de conservação. De acordo com Tolmasquim, ao contrário, Bem-Querer é o sonho de todo investidor, exatamente porque está afastada de áreas indígenas e de proteção integral.  

“Não poderia haver momento mais oportuno para iniciar os entendimentos pela construção da Hidrelétrica de Bem-Querer”, disse a senadora Ângela Portela. “Além das condições favoráveis, teremos pela frente um crescimento expressivo na demanda nacional por energia limpa, de fontes renováveis, e Roraima tem muito a contribuir”.

Tolmasquim explicou que tanto do ponto de vista energético quanto ambiental, Bem-Querer é a opção mais interessante para o aproveitamento da bacia do rio Branco. “É muito positivo ter a senadora Ângela Portela envolvida no projeto para definir a construção dessa hidrelétrica, que vai trazer um desenvolvimento enorme para Roraima. Ao se associar à EPE neste projeto, ela está fazendo um bem para Roraima e para o Brasil”, elogiou.

O técnico, que está no cargo desde o início do Governo Lula e foi mantido pela presidente Dilma, fez questão de enviar um recado para a sociedade roraimense. Segundo ele, uma hidrelétrica deste porte é mais que uma fábrica de energia. “É um fator de desenvolvimento regional. A linha de transmissão e a usina colocarão Roraima em outro patamar de desenvolvimento”.

Maurício Tolasquim adiantou que levará o assunto para a próxima reunião da Coordenação do Programa de Aceleração do Crescimento e conversará pessoalmente com a coordenadora do PAC, ministra Mirian Belchior, para agilizar o processo. “É aí que entra a senadora Ângela Portela, como representante política do Estado, para fazer o trabalho de articulação. Isso é determinante. Com uma sinalização política, faremos imediatamente a licitação para os estudos de viabilidade econômica, assim como o EIA/RIMA [Estudo e Relatório de Impacto Ambiental] para iniciar a obra”, disse.

Obra terá investimento privado

No caso de Bem-Querer, será adotado o mesmo modelo de concessão usado para a construção das hidrelétricas do rio Madeira e de Belo Monte. O governo brasileiro, por meio da Agência Nacional de Energia Elétrica, promove um leilão em que os investidores fazem as propostas. Vence a empresa ou consórcio de empresas que apresentarem o menor valor por Megawatt. 

Os investidores constroem a usina se comprometendo a vender parte da produção ao governo. O restante é oferecido no chamado mercado livre, onde estão os grandes consumidores privados, que adquirem energia em grandes quantidades. 

Também a exemplo das demais grandes obras de infraestrutura que estão em andamento no Brasil, é provável que empresas estatais, como Eletronorte, Eletrobrás e Furnas, se associem a investidores privados em consórcios que participam dos leilões para geração de energia. Uma obra desta natureza, enfatiza Maurício Tolmasquim, gera milhares de empregos diretos e indiretos em sua construção e alimenta toda uma cadeia produtiva. 

“Quando concluída, a oferta de energia permitirá a instalação de indústrias e outros empreendimentos em Roraima, trazendo mais desenvolvimento. Em Rondônia, o cenário é outro após o início da construção das hidrelétricas do rio Madeira”, comentou Maurício Tolasquim

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